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Voltado a crianças do 5º ano do Ensino Fundamental da Rede Pública de Ensino, o projeto visa resgatar a importância histórica de Cubatão e promover a conscientização ambiental

Resgatar a importância histórica e cultural da cidade de Cubatão (SP) e despertar o interesse das crianças cubatenses pela cidade onde vivem, além de promover a conscientização ambiental. Esses são os principais objetivos do projeto “Vida e História de Cubatão – Voluntários do rio II”, que será lançado no próximo dia 16 de março, às 15h, no Bloco Cultural de Cubatão, pela Carbocloro em parceria com o seu Conselho Comunitário Consultivo (CCC).

“Voltado aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da rede pública de Cubatão, o projeto nasceu da necessidade de criar ferramentas educacionais atrativas para levar às crianças de Cubatão uma nova forma de ver a cidade onde vivem, promovendo a valorização da história, da cultura e do meio ambiente”, explica Daniel Ravanelli, coordenador do projeto e membro do CCC.

Durante o projeto, que promoverá atividades até o fim do ano letivo de 2012, as crianças de Cubatão poderão participar de uma série de ações gratuitas e exclusivamente pensadas para esse trabalho. Os alunos receberão cartilhas, assistirão a um filme que retrata a história e o desenvolvimento de Cubatão, e participarão de um passeio de barco pelos rios da cidade.

Para Marcio Abreu, diretor Industrial da Carbocloro, desenvolver projetos voltados para crianças é algo fundamental para preservar a história, a cultura e o meio ambiente, já que serão elas as responsáveis pelo futuro da cidade de Cubatão. “O projeto torna-se ainda mais relevante por tratar destes temas de forma lúdica para aqueles que serão seus defensores no futuro, ou seja, as crianças. Acreditamos que é por meio de projetos como esse que daremos continuidade ao processo de melhoria da imagem da cidade, ao mesmo tempo em que trabalhamos a autoestima dos cubatenses”, destaca Abreu.

O projeto, foi desenvolvido através da Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) do Ministério da Cultura e a previsão é de que cerca de 1600 alunos sejam beneficiados pela iniciativa.

As escolas interessadas em participar do projeto devem fazer o agendamento das turmas por meio do site http://www.historiadecubatao.com.br ou através do email historiadecubatao@gmail.com

Atividades

Entre as atividades, haverá a exibição do filme “Cubatão Nota 10”, que inclui opção de audiodescrição para atender as crianças deficientes visuais. Com duração de 30 minutos e utilizando animação e imagens reais de Cubatão, o filme apresenta Jenifer Alcantâra, uma menina cubatense que precisa entregar um trabalho escolar sobre a cidade e acaba participando de uma história fantástica, por meio da qual faz uma viagem histórica por Cubatão e descobre o que a cidade tem de melhor.

Outra atividade do projeto é um passeio de barco com duração de 50 minutos. O trajeto prevê quatro paradas onde serão abordados temas como localização geográfica, vida da população ribeirinha, fauna, flora e conscientização ambiental.

Ao longo do passeio, os alunos preencherão as atividades da cartilha “Vida e História de Cubatão – Juntos, fazendo uma
cidade nota 10!”, que contém brincadeiras e curiosidades sobre a história, a cultura e o meio ambiente da cidade. O conteúdo da cartilha, além de ser trabalhado com os alunos durante as atividades do projeto, poderá servir como material de apoio para as aulas temáticas sobre a cidade.

Ao final, os alunos participarão de uma gincana de desenhos, onde poderão expor o que viram e aprenderam durante as atividades do projeto. Todas as atividades, com exceção da gincana de desenhos, serão realizadas na Náutica da Ilha, na Ilha de Caraguatá, em Cubatão, contando sempre com a supervisão de monitores devidamente treinados.


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Por Renato Silvestre

Servidor Público de carreira em Cubatão e, desde outubro de 2010, secretário de Cultura, Wellington Ribeiro Borges, 46 anos, é formado em História pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), e atuou por seis anos como chefe das Bibliotecas e Arquivo Histórico da cidade. Wellington também coordenou a implantação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Condepac) em Cubatão e é autor e co-autor de títulos como “Afonso Schmidt – Escritor da Alma Brasileira”, “Cubatão – Caminhos da História”, Revista Histórica “Avenida de Todos Nós – Desenvolvimento Histórico da Avenida 9 de Abril” e “O Que Você Precisa Saber Sobre Cubatão”. Nesta entrevista para o blog Conversa Silvestre, Wellington fala sobre suas maiores dificuldades e realizações à frente da Secretaria, o Festival Cubatão Danado de Bom, as pendências para viabilizar o Teatro Municipal e sobre as políticas culturais da cidade. Confira:

– Como tem sido o trabalho à frente da Secretaria de Cultura de Cubatão?

R. Bastante árduo. A cultura em nossa cidade precisa ser muito trabalhada no sentido de conscientizar as pessoas de sua importância na formação dos indivíduos. De maneira prática podemos afirmar que precisamos romper com velhos costumes que privilegiam eventos que não guardam uma identidade com a cultura local.

– Quais são os principais desafios que encontrou nesta função e quais são as realizações que considera como as principais à frente da Secretaria?

R. O principal desafio é justamente o rompimento com velhas práticas de apoios a ações desprovidas de sentidos em termos de identidade cultural do povo. Algumas realizações possuem o objetivo de mudar esse cenário. Por exemplo, temos realizado uma série de cursos de formação para que nossos artistas e profissionais de cultura conheçam técnicas e saberes essenciais a  produção cultural de qualidade artística e de maior impacto na comunidade

– Qual a real e atual situação do Teatro Municipal de Cubatão? Quando os cubatenses poderão ver esse verdadeiro “elefante branco” em funcionamento?

R. O problema do Teatro Municipal é de difícil solução. Atualmente, a Oscip Ama Brasil aguarda parecer do Ministério da Cultura (MinC) para a captação de recursos via lei de incentivo.  O passo seguinte será convencer as indústrias a investir na conclusão das obras.

– O que a Secretaria tem realizado com foco nas áreas mais periféricas do município? Há algum projeto específico para esta grande parte da população?

R. Temos oferecido oficinas culturais descentralizadas que estão sendo realizadas em associações de bairro e entidades. Atualmente, por exemplo, estamos realizando em parceria com a SUTACO um curso de artesanato no bairro da Vila Natal.

– Considerando as novas áreas populares que estão sendo criadas na cidade com a remoção de parte da população da região da Serra do Mar, já há algum projeto cultural da Prefeitura para essas localidades ou isso ficará a cargo do Governo do Estado?

R. Sim, as novas ocupações têm sido objeto de conversas com a equipe da Cultura. Para o próximo ano, com a consolidação desses novos núcleos, iniciaremos uma série de projetos de formação cultural.

– Agora em novembro será realizada a segunda edição do Cubatão Danado de Bom, qual sua expectativa para o evento?

R. Esse ano o evento foi ampliado em mais um dia e o público esperado deverá superar as 100 mil pessoas. As atividades culturais deverão ultrapassar a casa de 200 ações entre oficinas, apresentações musicais, teatrais, literárias entre outras. Isso sem contar os grandes espetáculos já anunciados.

– Como surgiu a ideia de homenagear Chico Anysio no Danado de Bom? Como ele recebeu essa informação? Ele estará no evento?

R. A ideia é homenagear anualmente um nordestino de fama nacional. O Chico foi escolhido por ser uma das maiores figuras artísticas do país. Ele recebeu muito bem o convite e confirmou presença. (Detalhes sobre o convite e a participação de Chico na edição 331 do jornal Povo de Cubatão)

– O espetáculo Caminhos da Independência, mais uma vez, foi um sucesso de público e inovou se utilizando da linguagem musical. Quais as expectativas da Prefeitura para o próximo ano?

No próximo ano o espetáculo Caminhos da Independência precisa ampliar a participação da iniciativa privada em sua produção para dar mais conforto a população. Nesse sentido o Teatro do Kaos já possui autorização do MinC para captar recursos e também continuará a contar com o apoio do Poder Público para a realização da Peça.

– A Banda Sinfônica de Cubatão gravou em 26 de outubro seu primeiro DVD. De que forma a população terá acesso a este DVD?

R. Trata-se do espetáculo Queen Sinfônico, gravado no Teatro Coliseu, em Santos, juntamente com o Coral Zanzalá. O DVD deve estar disponível em cerca de dois meses (De acordo com site da Prefeitura, serão distribuídas cerca de mil cópias e o objetivo da Secretaria de Cultura é também disponibilizar a gravação para download gratuito na internet).

– A Prefeitura reabriu parte do Parque Anilinas, e na segunda fase deve inaugurar salas de cinema e áreas para show. Como serão geridos estes espaços? Bandas e músicos da Cidade terão acesso a essa área de shows?

R.  A gestão desses espaços ainda esta sendo estudado por vários setores do Governo. Mas será um espaço extremamente democrático e de acesso a todos.

– Quais são os seus principais projetos futuros dentro da Secretaria de Cultura?

Implantar o Plano e o Fundo Municipal de Cultura para tornar o fazer cultural da cidade mais acessível a todos.

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Por Renato Silvestre

No último sábado, 23 de julho, quando a notícia da morte de Amy Winehouse surgiu na internet, estranhamente não tive uma reação de surpresa, o que seria comum em casos como esse. O falecimento da jovem e extremamente talentosa cantora, comoveu os fãs e pode ter surpreendido os familiares, no entanto, infelizmente, parecia ser uma notícia já envelhecida.

Amy, tal qual, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones, Robert Johnson e Kurt Cobain, alguns dos mais criativos músicos da história, morreu aos 27 anos. Uma assombrosa curiosidade e coincidência. Ainda que nem todos tenham oficialmente a causa de suas mortes atrelada às drogas este elemento, que incessantemente faz vítimas pelo mundo todo, esteve presente durante suas curtas vidas. Talvez por isso, o caso de Amy não tenha espantado os mais atentos.

A genialidade e qualidade musical de cada um deles ficaram para a eternidade. Obras repletas de clássicos e um legado absurdamente positivo que ninguém pode apagar. Nesses tais 27 anos de vida, todos eles viveram como se o segundo seguinte fosse realmente seu último segundo. Um imediatismo que rendeu frutos influenciando gerações, mas que aparentemente movia cada um desses artistas na busca constante pelo prazer exacerbado – se é que ele existe – seja pela música ou por meio das drogas. Pareciam saber que aquele resto de whisky no copo poderia ser seu último gole desperdiçado.

É triste ver talentos como Amy partirem tão cedo. Independente de sua música ou comportamento agradar a uns ou outros, não há como negar a altíssima qualidade da cantora. Sei que ainda não foi comprovado que sua morte aconteceu em virtude de uma overdose ou algo semelhante, mas sua partida serve de alerta para muitos. O tortuoso mundo das drogas é um verdadeiro labirinto, onde se perder é comum e achar uma saída é praticamente impossível. Não sou, não fui e possivelmente não serei usuário, mas conheço essa realidade por relatos de amigos e parentes, e percebo que não é nada fácil sair ileso deste mundo!

Também tenho 27 anos, por isso lamento e imagino o quanto cada um desses artistas poderiam ter vivido e contribuído para a música como um todo. Por outro lado, a pouca idade talvez tenha sido o bastante para Amy, e em sua viagem particular, intensa e criativa, o único descanso possível realmente parecia ser a morte. Descanse Amy, descanse!

A música que parece refletir a essência da cantora: ” They tried to make me go to rehab / But I said ‘no, no, no'”

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